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Ex-aluna de escolas públicas, Vicenza Sousa Santos, de 24 anos, está focada nas provas finais do curso de direito e acredita que serão mais desafiadores que o exame da Ordem.

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Antes de mergulhar em inúmeras páginas de processos e passar horas dentro de escritórios, quem quer se tornar um advogado precisa superar um obstáculo. O aspirante tem de ser aprovado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Vicenza Sousa Santos, de 24 anos, conseguiu tal feito. Mas além de estar apta a advogar, carrega uma marca ainda mais impressionante: a nota máxima no teste.

A jovem, prestes a concluir a graduação em direito, estudou toda a sua vida em escolas públicas estaduais na cidade de São Paulo. Após terminar o ensino médio, ficou um ano parada por questões financeiras até se matricular na Universidade São Judas, onde conta com bolsa de estudos de 40%, dada pela própria instituição. Para ajudar nos 60% restantes, desde o segundo semestre do curso, ela recorreu ao Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), do governo federal.

Vicenza dedicou os últimos cinco anos aos estudos e, boa parte deste tempo, a estágios. Ela atuou nas áreas trabalhista e tributária — esta última, escolheu para a prova da OAB. “Me ajudou. Se você faz isso no seu dia a dia fica mais fácil”, diz ela. Na segunda fase do teste, os alunos podem escolher a área com que mais se identificam.

O exame da Ordem, obrigatório para obter o direito de advogar no Brasil, é composto de duas fases. A primeira com questões de múltipla escolha e a segunda apenas com perguntas dissertativas. Vicenza conseguiu nota 10 na segunda prova, a máxima possível para os candidatos. “Para a primeira fase, eu não estudei. Para a segunda fase, fiz um cursinho e foi suficiente.”

Embora a marca que alcançou seja notável, Vicenza minimiza a dificuldade. “É claro que é diferente, mas eu nunca me preocupei absurdamente com a OAB, como a maioria das pessoas. Eu sempre falei ‘gente, é mais difícil passar cinco anos na faculdade do que fazer a OAB, é só uma prova’.”

Para o futuro, ela tem como planos iniciar uma pós-graduação e seguir na profissão.”Agora, eu estou focada nas provas da faculdade que, inclusive, acho que serão mais difíceis que a OAB. Depois eu pretendo advogar, talvez montar meu próprio escritório. Ainda estou pensando em possibilidades para o ano que vem”, diz.”O que tenho certo mesmo é começar uma pós-graduação em direito tributário e continuar a advogar. O mercado de trabalho não perdoa.”

Fonte: JusBrasil

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