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Estressores do Trabalho do Advogado

Aqui começa um novo tempo, o tempo em que o advogado dá atenção a sua carreira e a sua saúde e entende que uma interfere diretamente na outra. Não é fácil suprir o déficit de informações sobre estresse que cercam a profissão no Brasil. Não apenas porque há uma dificuldade de assumir as limitações pessoais, como também porque trata-se de um assunto tabu e de vanguarda no Brasil. Sim, pouco explorado e pouco comentado, mas muito vivido.

Antes de mais nada, é preciso reconhecer as fontes de estresse associadas a profissão e para isso utilizaremos o modelo de estresse de Robert Karasek em que latitude de decisão, demandas psicológicas do trabalho, demandas físicas do trabalho, suporte social, relacionamento com clientes e insegurança no trabalho, são os principais pontos de convergência para o estresse do profissional.

Vamos aqui falar um pouco mais de cada um deles, começando por latitude de decisão ou a possibilidade de decisão sobre o próprio trabalho. Sabemos que não importa se você é um advogado antigo ou recém formado, com muita ou pouca idade, experiente ou com pouca experiência, com grande competência na oratória ou nem tanto assim, o resultado do seu empenho não está diretamente relacionado ao seu desempenho ou a sua competência, mas sim a fatores de interpretação e análise de terceiros, a como fundamenta o advogado da outra parte, as causas, consequências, entre outros fatores.

Deste modo a extensão com que um indivíduo faz uso de suas habilidades, a autoridade sobre o seu trabalho e a liberdade individual para tomar decisões e influenciar nos resultados, que segundo Karasek é determinante como fonte do estresse, é fundamentalmente, o primeiro fator estressor do profissional. Entende-se que a oportunidade de escolher e ter controle racional sobre os resultados, é um fator que minimiza o estresse, portanto, é previsível o adoecimento de um profissional que não possui tal autonomia. Talvez por isso nas situações de acordo entre as partes, como os profissionais não passam por sentimentos tão intensos de ansiedade, alegria e frustração, sintam-se mais confortáveis.

Vale ressaltar ainda, que este é apenas um dos fatores estressores, nos próximos artigos, estaremos falando de cada um deles e como ocorrem na profissão do advogado, no sentido de favorecer a sua reflexão sobre o tema e que este seja um assunto debatido e discutido com você que acompanha nosso trabalho do Carreira do Advogado.

Semanalmente iremos trazer posts a respeito.
Convido você Advogado (a) a deixar seu comentário abaixo a respeito do tema.

 

Maria de Fátima Antunes Alves Costa
Psicóloga – Mestre em Psicologia Social
Especialista em Estresse Laboral

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